
As palavras
Podem ser ditas com amor e desamor
Com amizade e ternura
Mas quando ditas com rancor
São fel, sem amizade sem doçura
Podem ser ditas com amor e desamor
Com amizade e ternura
Mas quando ditas com rancor
São fel, sem amizade sem doçura
As palavras
Podem ser humor
Transmitem o que nos vai na alma
Paz, tranquilidade
Quando ditas com calma
Mas ditas com cinismo
Podem fomentar guerras
E até pôr a humanidade à beira do abismo
As palavras
Podem ser cristalinas
Belas e transparentes
Mas podem ser mordazes
Cheias de maldade
Podem ser cristalinas
Belas e transparentes
Mas podem ser mordazes
Cheias de maldade
As palavras são capazes
Do melhor e do pior
Podem transmitir a morte
A tristeza o desgosto
Podem trazer felicidade
Transmitir a sorte
Anunciar a calamidade
Que nos leve ao desnorte
Do melhor e do pior
Podem transmitir a morte
A tristeza o desgosto
Podem trazer felicidade
Transmitir a sorte
Anunciar a calamidade
Que nos leve ao desnorte
Uma palavra carinhosa
Pode nos trazer a paz interior
Paz de espírito e de alma
Pode ser um bálsamo
Uma coisa celestial
Mas ditas com rancor
Podem ser um punhal
Que se torne mortal
Ou trazer-nos a desdita
Pode nos trazer a paz interior
Paz de espírito e de alma
Pode ser um bálsamo
Uma coisa celestial
Mas ditas com rancor
Podem ser um punhal
Que se torne mortal
Ou trazer-nos a desdita
A palavra tem muita força
Depende por quem for dita.
(Poema escrito pela D. Angelina com base no poema homónimo de Eugénio de Andrade. O quadro intitula-se Cidade.)
Depende por quem for dita.
(Poema escrito pela D. Angelina com base no poema homónimo de Eugénio de Andrade. O quadro intitula-se Cidade.)
2 comments:
Caros Amigos,
Tomei a liberdade de "linkar" o V/ blogue no Discurso Directo.
Boas postagens e votos de muitos sucessos escolares.
Abraço amigo,
António Jorge Lopes
Obrigado, António.
Post a Comment